domingo, 28 de fevereiro de 2010

Tempo

Vivemos a era da mais mais completa falta de tempo. Virou desculpa para tudo. Não ir ao encontro chato, não ajudar um amigo, esquecer da família. Não atender ao telefone, tampouco retornar a ligação. O dia tem 24 horas para todo mundo, mas alguns gostam de supervalorizar as suas. Ter tempo é estabelecer prioridades. Não vai poder ir na festinha da tia-avó? Há coisas melhores a fazer no mesmo horário. Hoje está difícil para dar aquela mão ao amigo de infância? A reprise do filme na TV está parecendo bem mais interessante. Não pude atender ao telefone porque estava numa reunião? Também não retornei porque simplesmente não queria falar com você.

Não adianta, o tempo somos nós que fazemos. Qual o problema em dormir 15 minutos mais tarde e finalmente resolver uma situação que foi ficando para depois, porque nossa agenda está "assim, ó" (é para imaginar os dedinhos virados para cima se juntando e se afastando). Dar atenção uma vez por ano à sua tia-avó não vai arrancar pedaço. Ajudar o seu amigo de infância também não, daqui a pouco é você quem vai precisar dele. Custa ligar de volta e exercer a civilidade?

Certo, boa parte da crítica serve para mim, amanhã retornarão as aulas e minhas palavras chaves passarão a ser "estou sem tempo, preciso estudar".

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